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PSICOPATOLOGIA E ANÁLISE DO COMPORTAMENTO

Este post é um resumo do capítulo " Discussões da Análise do Comportamento acerca dos transtornos psiquiátricos ", de Denise de Lima Oliveira Vilas Boas, Robero Alves Banaco & Nicodemos Batista Borges. (p. 95 - 101). Livro: Clínica analítico-comportamental: aspectos teóricos e práticos (Nicodemos Batista Borges; Fernando Albregard Cassas e cols.), 2012. *Durante a graduação em psicologia, muito se vê sobre psicopatologias, seja em disciplinas específicas ou dentro de outras abordagens teóricas. Uma dúvida que frequentemente surge quando se estuda Análise do Comportamento é: como a AC explica estes "fenômenos"? Longe de tentar esgotar o tema, este post serve como uma introdução sobre qual seria a visão da Análise do Comportamento sobre o tema "psicopatologia". - Problemas Clínicos Os motivos que levam uma pessoa a procurar ajuda de um psicólogo clínico, em geral, são: Busca de autoconhecimento; Problemas que o cliente não está conseguindo li...

PENSAMENTOS E ANÁLISE DO COMPORTAMENTO [2/2]

-- Tatos e Mandos Generalizados QUE NÃO TÊM INFLUÊNCIA em Comportamentos Subsequentes Pode ser que os pensamentos (B) não estejam relacionados aos comportamentos subsequentes (C). Isto ocorre quando tato e mando a si mesmo são simplesmente decorrentes de uma generalização de estímulos e não de eles afetarem um comportamento subsequente. Nós estamos tão acostumados com o tato e o mando a outras pessoas que alguma persistência seria esperada quando estamos sozinhos. A generalização de reações públicas para a esfera privada é particularmente esperada quando a sua forma pública é forte. = A força considerável do mando a outras pessoas é ilustrada por sua frequente generalização a objetos inanimados , tais como dizer "ligue!" para um carro parado; ou, por exemplo, índios Kaingang que gritam com tempestades para elas irem embora (Skinner, 1957). *Os autores apresentam o caso de Harriet para dar alguns exemplos. Harriet seria uma cliente não assertiva, que consente com situ...

PENSAMENTOS E ANÁLISE DO COMPORTAMENTO [1/2]

Este texto é um resumo do capítulo 5 do livro " Psicoterapia Analítica Funcional: Criando Relações Terapêuticas Intensas e Curativas ", de Robert J. Kohlenberg & Mavis Tsai (2006). O título do capítulo é " Cognições e Crenças ". (Os parágrafos que estão entre asteriscos (*) são informações não citadas pelos autores do livro) * A Análise do Comportamento geralmente é acusada de negligenciar os pensamentos (assim como os sentimentos). Isto é um equívoco - infelizmente - muito comum, sendo transmitido até por docentes de cursos de psicologia. Skinner, na década de 50, já havia dito sobre o "mundo sob a pele de cada um" e sobre os eventos privados - ou encobertos -, referindo-se aos pensamentos, sentimentos, emoções, intuições, etc. Desta forma, não é correto continuarmos afirmando que a Análise do Comportamento não estuda estes fenômenos.* *O texto de Kohlenberg e Tsai faz uma comparação entre Psicologia Cognitiva e Análise do Comportamento; qual a...

ANÁLISE FUNCIONAL DO COMPORTAMENTO [2] (COSTA; MARINHO)

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O presente texto configura-se como um resumo do artigo "Um modelo de apresentação de análises funcionais do comportamento", de Silvana Elisa Gonçalves de Campos Costa, e Maria Luiza Marinho (2002). 1. Análise Funcional como Método para a compreensão do comportamento Behavioristas radicais preferem falar em "variáveis das quais os comportamentos é função", ao invés de termos como "propósito", "intenção", "motivação", etc. O nome que se dá ao MÉTODO  para identificar essas variáveis é "ANÁLISE FUNCIONAL" . Ou seja, o comportamento existe porque tem alguma função, algo o mantém. A análise funcional é a busca pelas variáveis que estão mantendo o(s) comportamento(s) em questão. * O principal instrumento conceitual adotado para a realização de análises funcionais é o conceito de CONTINGÊNCIA (antecedentes, resposta e consequência). Interpretar um comportamento significa compreender sua função , que pode variar de um indi...

ANÁLISE FUNCIONAL DO COMPORTAMENTO (MATOS)

Este texto configura-se como um resumo do artigo "Análise Funcional do Comportamento", de Maria Amélia Matos (1999). (Este artigo possui um aprofundamento teórico/filosófico sobre a Análise do Comportamento que não foi englobado neste resumo. Para informações mais completas procure pelo artigo original). O analista do comportamento diferencia-se de outros estudiosos do comportamento pela ênfase que atribui às unidades funcionais do comportamento . Ele é um cientista natural, não um filósofo; é, também, um darwinista e um funcionalista. Como um darwinista , acredita que todas as mudanças comportamentais, operantes ou não, resultam de um processo de seleção pelas consequências . Como funcionalista , é um machiano (referência ao físico Ernst Mach). Substitui a noção de "causa" por "função", e a explicação pela descrição. Os fenômenos sempre ocorrem em variadas relações de interdependência e, assim, a tarefa do estudioso funcionalista é descrever esta...

ENTREVISTA CLÍNICA INICIAL (SILVARES; GONGORA)

Esta postagem configura-se como um resumo do capítulo "Manual para Entrevista Clínica Inicial" , do livro Psicologia Clínica Comportamental: a inserção da entrevista com adultos e crianças, de Edwiges Ferreira de Mattos Silvares, e Maura Alves Nunes Gongora. 1. A entrevista clínica inicial: conceitos e objetivos - Conceito geral  de entrevista :  É uma interação verbal entre pessoas. Está sujeita às mesmas leis que se aplicam a qualquer interação verbal. Porém, a entrevista não é uma conversa qualquer, pois possui sempre objetivos específicos, seja em coleta de dados ou em intervenção. Não é um interrogatório, nem uma conversa informal. É, então, uma atividade complexa, que exige formação e método por parte do entrevistador. - A entrevista clínica : O objetivo deste tipo de entrevista é o de sempre obter dados pertinentes à intervenção terapêutica . Ela também visa ao estabelecimento de uma interação especial, facilitadora do processo terapêutico, sendo denominad...